Sífilis
Conceito
Sífilis ou Lues é uma DST muito
perigosa pelo fato de difundir-se em todo o organismo e por sua sintomatologia,
que é menos exuberante. Incomoda pouco o paciente o qual dificilmente vai
procurar o médico nas fases iniciais (e menos graves) da doença, fazendo-o
geralmente em fases tardias quando consequências, até irreversíveis, já estão
presentes. É causada por uma bactéria pertencentes à família das espiroquetas,
o Treponema Pallidum capaz de penetrar na pele ou mucosas não íntegras caindo
na corrente sanguínea ou linfática.
Sintomas
No local onde houve a penetração
da espiroqueta formar-se, cerca de 10 à 90 dias após este contato, uma lesão
cutânea em geral única, ulcerada, arredondada, de bordos endurecidos, sem
secreção, indolor e rica em Treponema que é o cancro duro. Este pode aparecer
em várias regiões do corpo como: a
vagina, vulva, pênis, uretra, colo do útero, reto, saco escrotal, ânus, lábios,
língua, ponta do dedo, etc. O cancro desaparece em um ou dois meses, sem deixar
cicatriz. Com tratamento adequado a regressão do cancro sifilítico pode se dar
em menos da metade deste tempo, além é claro de interromper a evolução da
doença, que para ai, na primeira fase. Vale lembrar, que é comum verificar-se
neste estágio a presença de "ínguas" nas proximidades da região
contaminada.
Na maior parte dos casos todavia,
este estágio passa desapercebido, primeiro pelas características não muito
incomodativas da lesão que pode inclusive nem ser visível e depois pela
dificuldade em relacioná-la a um ato sexual.
Dois meses (ou
mais) após o aparecimento do cancro sifilítico, que pode, portanto ainda não
Ter desaparecido, surgem manchas na pele em tom róseo ou escurecido, em todo o
corpo (ou localizadas) não poupando sequer palmas das mãos e plantas dos pés,
que podem descamar, mas não coçam ou doem. São as róseas sifilíticas. Junto com
os róseas, pode ocorrer perda repentina e difusa de cabelo, o que é bastante
comum. Esta erupção cutânea característica da sífilis secundária, contém a
espiroqueta e pode ser contaminante. Esta fase, muitas vezes branda, pode ser
interpretada pelo paciente como uma manifestação alérgicas ou algo semelhante,
com menor gravidade que a real, e também pode haver regressão espontânea dos
sintomas, encerrando a sífilis recente e inaugurando o estágio de latência da
doença. No caso do tratamento não acontecer, ou ter sido errado, insuficiente
(auto-medicação), a doença tornar-se latente, quando não se verificará a
presença de qualquer sintoma, situação que pode perdurar por muitos anos.
Em média, 4 anos
após o contágio, inicia-se então a sífilis tardia, com lesões graves e nem
sempre reversíveis, mesmo depois do tratamento Tanto na latente quanto esta
fase a sífilis não pode ser transmitida, a não ser na gestante, não tratada,
pode contaminar o feto.
Agente
Causador
O agente
causador da sífilis é uma bactéria conhecida como Treponema pallidum. No
início, a doença ataca as vias urinárias e genitais, podendo, caso não tratada,
espalhar-se para o sistema cardiovascular e nervoso. Gerando uma infecção
generalizada, pode levar o doente a morte. Nas mulheres doentes, o aborto e o
parto prematuro são algumas das consequências.
Complicações
Os portadores de sífilis podem
ter estas complicações: abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro,
baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatal.
Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sifilis Cardiovascular.
Transmissão
Esta é uma
moléstia de transmissão essencialmente sexual pelo contato da espiroqueta com a
pele ou mucosas que apresentam pequenas erosões e permitam a penetração da
bactéria. Há ainda a possibilidade de quando esta bactéria ganha a circulação,
algumas horas após o contágio, ela esta presente no sangue, e a transfusão
deste é uma via eficaz de contaminação. Outra forma bastante importante de
adquirir sífilis á a contaminação do feto pela mãe sifilíca, uma vez que a
espiroqueta atravessa a barreira placentária, caracterizando a sífilis
congênita e que pode trazer consequências graves e até a morte do bebê.
Atualmente
pouco comum, mas perfeitamente possível, são as transmissões profissional e
acidental das sífilis. A primeira é devida à manipulação pelo profissional de
saúde sem o cuidado necessário do cancro duro ( que contém a bactéria e é
altamente contaminante); enquanto a segunda se verifica através de material
cirúrgico mal esterilizado e outros objetos contaminados.
Tratamento
Para diagnosticar esta enfermidade, além dos exames direto do
material colhido das lesões, só possível na sífilis recente, onde há Treponema,
que se vê em microscópio, e ainda, uma série de testes sorológicos (exame de
sangue), dotados de alto grau de eficiência. Os testes mais conhecidos para a
detecção da doença são:
·
Wassermann
·
VDRL
·
FTA_ABS
Geralmente se associa testes para uma maior confiabilidade do resultado,
que é expresso de duas forma: Qualitativo (positivo ou negativo) e Quantitativo
(título, que é o que realmente importa).
A sífilis, como as demais doenças e talvez mais do que as outras,
pela gravidade de sua evolução, é necessariamente tratada por um médico,
através de antibióticos, cuja dosagem e tempo de tratamento irão variar
conforme o estágio da doença e é o médico quem os estabelece. Vale relembrar, o
perigo da automedicação, que além de não curar, pode "mascarar" a
doença.
Prevenção
O meio mais
seguro de evitar contrair doenças sexualmente transmissíveis, incluindo
sífilis, é abster-se de contato sexual ou ter um relacionamento monogâmico de
longa duração com um parceiro testado que você sabe não estar infectado.
Doenças que causam ulcerações, como a sífilis, podem acontecer em áreas genitais que podem ou não serem cobertas pelo preservativo de látex. Desta forma, o uso correto e consistente de preservativos apenas reduz o risco de transmissão da sífilis quando cobre toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não envolver toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante a prevenção. Preservativos lubrificados com espermicidas não dão mais proteção que os outros preservativos lubrificados.
A transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo sífilis, não pode ser prevenida ao lavar os genitais, urinar ou tomar uma ducha depois da relação sexual. Qualquer corrimento anormal, ferida ou erupção deve ser motivo de interromper as atividades sexuais e procurar um médico imediatamente.
Doenças que causam ulcerações, como a sífilis, podem acontecer em áreas genitais que podem ou não serem cobertas pelo preservativo de látex. Desta forma, o uso correto e consistente de preservativos apenas reduz o risco de transmissão da sífilis quando cobre toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não envolver toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante a prevenção. Preservativos lubrificados com espermicidas não dão mais proteção que os outros preservativos lubrificados.
A transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo sífilis, não pode ser prevenida ao lavar os genitais, urinar ou tomar uma ducha depois da relação sexual. Qualquer corrimento anormal, ferida ou erupção deve ser motivo de interromper as atividades sexuais e procurar um médico imediatamente.
Curiosidades
- O exame de
sangue para sífilis é
chamado de VDRL. Este exame é muito fácil de ser feito e está disponível na
maioria dos centros de saúde de forma gratuita.