sábado, 1 de dezembro de 2012

sífilis


Sífilis

Conceito

Sífilis ou Lues é uma DST muito perigosa pelo fato de difundir-se em todo o organismo e por sua sintomatologia, que é menos exuberante. Incomoda pouco o paciente o qual dificilmente vai procurar o médico nas fases iniciais (e menos graves) da doença, fazendo-o geralmente em fases tardias quando consequências, até irreversíveis, já estão presentes. É causada por uma bactéria pertencentes à família das espiroquetas, o Treponema Pallidum capaz de penetrar na pele ou mucosas não íntegras caindo na corrente sanguínea ou linfática.

Sintomas

No local onde houve a penetração da espiroqueta formar-se, cerca de 10 à 90 dias após este contato, uma lesão cutânea em geral única, ulcerada, arredondada, de bordos endurecidos, sem secreção, indolor e rica em Treponema que é o cancro duro. Este pode aparecer em várias regiões do corpo como: a vagina, vulva, pênis, uretra, colo do útero, reto, saco escrotal, ânus, lábios, língua, ponta do dedo, etc. O cancro desaparece em um ou dois meses, sem deixar cicatriz. Com tratamento adequado a regressão do cancro sifilítico pode se dar em menos da metade deste tempo, além é claro de interromper a evolução da doença, que para ai, na primeira fase. Vale lembrar, que é comum verificar-se neste estágio a presença de "ínguas" nas proximidades da região contaminada.

Na maior parte dos casos todavia, este estágio passa desapercebido, primeiro pelas características não muito incomodativas da lesão que pode inclusive nem ser visível e depois pela dificuldade em relacioná-la a um ato sexual.

Dois meses (ou mais) após o aparecimento do cancro sifilítico, que pode, portanto ainda não Ter desaparecido, surgem manchas na pele em tom róseo ou escurecido, em todo o corpo (ou localizadas) não poupando sequer palmas das mãos e plantas dos pés, que podem descamar, mas não coçam ou doem. São as róseas sifilíticas. Junto com os róseas, pode ocorrer perda repentina e difusa de cabelo, o que é bastante comum. Esta erupção cutânea característica da sífilis secundária, contém a espiroqueta e pode ser contaminante. Esta fase, muitas vezes branda, pode ser interpretada pelo paciente como uma manifestação alérgicas ou algo semelhante, com menor gravidade que a real, e também pode haver regressão espontânea dos sintomas, encerrando a sífilis recente e inaugurando o estágio de latência da doença. No caso do tratamento não acontecer, ou ter sido errado, insuficiente (auto-medicação), a doença tornar-se latente, quando não se verificará a presença de qualquer sintoma, situação que pode perdurar por muitos anos.

Em média, 4 anos após o contágio, inicia-se então a sífilis tardia, com lesões graves e nem sempre reversíveis, mesmo depois do tratamento Tanto na latente quanto esta fase a sífilis não pode ser transmitida, a não ser na gestante, não tratada, pode contaminar o feto.

Agente Causador

O agente causador da sífilis é uma bactéria conhecida como Treponema pallidum. No início, a doença ataca as vias urinárias e genitais, podendo, caso não tratada, espalhar-se para o sistema cardiovascular e nervoso. Gerando uma infecção generalizada, pode levar o doente a morte. Nas mulheres doentes, o aborto e o parto prematuro são algumas das consequências.

   Complicações

Os portadores de sífilis podem ter estas complicações: abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatal. Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sifilis Cardiovascular.

 


Transmissão

Esta é uma moléstia de transmissão essencialmente sexual pelo contato da espiroqueta com a pele ou mucosas que apresentam pequenas erosões e permitam a penetração da bactéria. Há ainda a possibilidade de quando esta bactéria ganha a circulação, algumas horas após o contágio, ela esta presente no sangue, e a transfusão deste é uma via eficaz de contaminação. Outra forma bastante importante de adquirir sífilis á a contaminação do feto pela mãe sifilíca, uma vez que a espiroqueta atravessa a barreira placentária, caracterizando a sífilis congênita e que pode trazer consequências graves e até a morte do bebê.

Atualmente pouco comum, mas perfeitamente possível, são as transmissões profissional e acidental das sífilis. A primeira é devida à manipulação pelo profissional de saúde sem o cuidado necessário do cancro duro ( que contém a bactéria e é altamente contaminante); enquanto a segunda se verifica através de material cirúrgico mal esterilizado e outros objetos contaminados.

Tratamento


Para diagnosticar esta enfermidade, além dos exames direto do material colhido das lesões, só possível na sífilis recente, onde há Treponema, que se vê em microscópio, e ainda, uma série de testes sorológicos (exame de sangue), dotados de alto grau de eficiência. Os testes mais conhecidos para a detecção da doença são:

·         Wassermann

·         VDRL

·         FTA_ABS

Geralmente se associa testes para uma maior confiabilidade do resultado, que é expresso de duas forma: Qualitativo (positivo ou negativo) e Quantitativo (título, que é o que realmente importa).

A sífilis, como as demais doenças e talvez mais do que as outras, pela gravidade de sua evolução, é necessariamente tratada por um médico, através de antibióticos, cuja dosagem e tempo de tratamento irão variar conforme o estágio da doença e é o médico quem os estabelece. Vale relembrar, o perigo da automedicação, que além de não curar, pode "mascarar" a doença.

Prevenção

O meio mais seguro de evitar contrair doenças sexualmente transmissíveis, incluindo sífilis, é abster-se de contato sexual ou ter um relacionamento monogâmico de longa duração com um parceiro testado que você sabe não estar infectado.

                 Doenças que causam ulcerações, como a sífilis, podem acontecer em áreas genitais que podem ou não serem cobertas pelo
preservativo de látex. Desta forma, o uso correto e consistente de preservativos apenas reduz o risco de transmissão da sífilis quando cobre toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não envolver toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante a prevenção. Preservativos lubrificados com espermicidas não dão mais proteção que os outros preservativos lubrificados.

                A transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo sífilis, não pode ser prevenida ao lavar os genitais, urinar ou tomar uma ducha depois da relação sexual. Qualquer corrimento anormal, ferida ou erupção deve ser motivo de interromper as atividades sexuais e procurar um médico imediatamente
.

Curiosidades

- O exame de sangue para sífilis é chamado de VDRL. Este exame é muito fácil de ser feito e está disponível na maioria dos centros de saúde de forma gratuita.

aids


AIDS

Conceito

A AIDS é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV. Esta sigla é proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus.

Também do inglês deriva a sigla AIDS, Acquired Immune Deficiency Syndrome, que em português quer dizer Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Sintomas

Os sintomas da AIDS são:

1.)estar infectado pelo HIV:
2.) ter uma contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3; ou
3.) apresentar uma das doenças definidoras de AIDS, que são:
• Candidíase pulmonar ou traqueal
• Candidíase de esôfago (leia: O QUE É A CANDIDÍASE ?)
• Câncer de colo uterino invasivo

• Coccidioidomicose disseminada (uma infecção fúngica)
• Criptococose extra-pulmonar (também infecção fúngica)
• Criptosporíase intestinal (doença parasitária)
• Citomegalovírus (doença viral)
• Encefalopatia do HIV (lesão cerebral pelo HIV)
• Herpes simples crônica (mais de 1 mês de duração) ou

• Histoplasmose disseminada (infecção fúngica)
• Isosporíase intestinal crônica (doença parasitária)
• Sarcoma de Kaposi (neoplasia típica da AIDS)
• Linfoma de Burkitt
• Linfoma do sistema nervoso central
• Infecção disseminada por Mycobacterium avium complex (infecção bacteriana)
• Tuberculose disseminada

• Pneumonia pelo fungo Pneumocystis carinii (também chamado Pneumocystis jirovecii)
• Pneumonias recorrentes (leia: QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA PNEUMONIA ? )
• Leucoencefalopatia multifocal recorrente (doença viral que ataca o cérebro)
• Sepse pela bactéria salmonela
• Toxoplasmose cerebral (leia: TOXOPLASMOSE | Sintomas, IgG e tratamento)
• Síndrome consumptiva (emagrecimento) do HIV

 

Agente causador

O agente causador da Aids é um retrovírus humano, denominado HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana, identificado pela primeira vez em 1983. Em 1986 outro retrovírus, denominado HIV-2 foi isolado pelos cientistas.

A origem da Aids, ainda é um mistério. A identificação de vários retrovírus de primatas não-humanos, na África sub-Sahariana, e a similaridade dos dois tipos de HIV com o Vírus da Imunodeficiência Simia - SIV, encontrado com freqüência nos macacos verdes africanos, levam alguns cientistas a apostar na hipótese de que a aids tenha evoluído destes primatas para o homem.

 


Complicações

            Os portadores de AIDS possuem uma sensibilidade maior em desenvolver doenças infecciosas (vírus, bactérias, fungos,...) e câncer do que uma pessoa HIV negativa. De fato, não é a Aids que mata, mas as doenças infecciosas ou os tumores que atingem o organismo, pois suas defesas estão muito debilitadas.

Transmissão

O HIV é transmitido através do contato direto de uma membrana mucosa ou na corrente sanguínea com um fluido corporal que contêm o HIV, tais como sangue, sêmen, secreção vaginal, fluido preseminal e leite materno. Esta transmissão pode acontecer durante o sexo anal, vaginal ou oral, transfusão de sangue, agulhas hipodérmicas contaminadas, o intercâmbio entre a mãe e o bebê durante a gravidez, parto, amamentação ou outra exposição a um dos fluidos corporais acima.

Tratamento

Embora os tratamentos para a AIDS e HIV possam retardar o curso da doença, não há atualmente nenhuma cura ou vacina. O tratamento antirretroviral reduz a mortalidade e a morbidade da infecção pelo HIV, mas estes medicamentos são caros e o acesso a medicamentos antirretrovirais de rotina não está disponível em todos os países. Devido à dificuldade em tratar a infecção pelo HIV, a prevenção da infecção é um objetivo-chave para controlar a pandemia da AIDS, com organizações de promoção da saúde do sexo seguro e programas de troca de seringas na tentativa de retardar a propagação do vírus.

Prevenção

Durante o ato sexual, usar preservativos. Os profissionais da área da saúde devem usar barreiras protetoras, como: máscara, luvas, proteção para os olhos, jaleco, eliminar de forma adequada agulhas, lâminas e vidros para evitar contaminações. Não compartilhar drogas injetáveis. As mães contaminadas devem evitar amamentar seus bebês.

Curiosidades

-No Brasil, estima-se que existam 630 mil pessoas vivendo com o HIV. De 1980 (o início da epidemia) até junho de 2009, foram registrados 217.091 óbitos em decorrência da doença. Cerca de 33 mil a 35 mil novos casos da doença são registrados todos os anos no país. A região Sudeste tem o maior percentual (59%) do total de notificações por ser a mais populosa do país, com 323.069 registros da doença. O Sul concentra 19% dos casos; o Nordeste, 12%; o Centro-Oeste, 6%; e a região Norte, 3,9%. Dos 5.564 municípios brasileiros, 87,5% (4.867) registraram pelo menos um caso da doença.